Era uma menina que num verão de dúvidas sorriu diferente e ele a amou. Ela disse não, ele a amou. Ela sumiu, ele não esqueceu. Cada detalhe daquela vida estranha tinha hora marcada para acontecer, e quando o amor sorriu, ele a amou. Ela pegou em suas mãos quentes e viu em seus olhos brilhantes um grande amigo. Ele a amou tanto que se afastou. As vidas se entrelaçaram num leve e molhado beijo, rápido e cômico, ele pulou por dentro. Ela entrou em casa sem perceber que o coração dele havia ficado em seu bolso. Um sorriso caiu em seus lábios ao se lembrar dos momentos que acabara de viver. Aquele amor camuflado de amizade logo foi notado pelo mundo, até ficar do tamanho dele. Havia algo muito maior nos olhos de seu amado que ela ainda não sabia. Ela caiu e ele a levantou, brincou, tomou conta de seus sorrisos e fez seus olhos brilharem... Pegou o coração dela e pôs no bolso. Hoje ela é mulher, às vezes fria, estranha e sempre é mal interpretada, mas de que importa se ela tem alguém que ainda a vê como aquela menina num verão?
Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre. (Clarice Lispector)
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Felicidade
E como se ama, se ama, se ama. Lindo, doce, puro. Amor feito da amizade, da espera, do carinho e da fidelidade. Amor feito da nossa sinceridade. Aos poucos te consome e de repente te domina, tomando conta de tudo. Prioridade para gerar nossa felicidade, nossos sonhos e planos se intensificando. Muito tempo passou e muito tempo vai passar. Amor que traz a segurança e a certeza, que completa o que antes vivia pela metade e nem sabia... Até aquele... Primeiro beijo! Sintonias de pensamentos e de alma. Admiração, por tudo o que vem do outro, até a simples careta, a frase engraçada. O diálogo que transforma um sorrisinho naquela gargalhada recompensante. Único medo seria de te perder, até me faz estremecer. Seria como perder a vida, a razão e a emoção. Você diz até que se mataria, mas eu sobreviveria só para te lembrar. Na verdade eu seria a morta vagando pela Terra e sempre á sua espera. Chega de pensar em coisas ruins, só lembrar as nossas peles juntas, do nosso cheiro se mesclando, de toda nossa intensidade que é dita por olhares. Do seu espanto a me ver chorar por ser tomada pela emoção, do seu espanto ao achar que falou alguma coisa que não devia, enquanto eu chorava por estar te amando tanto. Nossas quedas se transformaram em pequenas, minúsculas cicatrizes que a cada beijo e a cada “eu te amo muito amor, você é minha vida” diminuem ainda mais. Histórias, histórias, quantas! Serão nossas, só nossas. Todos os detalhes e o pulsar dos nossos corações. A vontade do mais, mais e mais...
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